quinta-feira, 27 de novembro de 2008

AMIANTO

Amianto é uma rocha mineral existente no subsolo que depois de extraída e adicionada a um produto aglutinante dá origem a materiais contendo amianto tais como fibrocimento, materiais isolantes, resistentes ao fogo e com maior resistência.

Os três principais tipos de amianto usados na construção civil são: Crocidolite, geralmente designada por amianto azul, Amosite (castanho) e o Crisótilo (branco). Ainda que os diferentes tipos de amianto possam variar na cor, não podem ser apenas identificados através da cor. É necessária uma amostra laboratorial para determinar o seu tipo.

Embora usado pela indústria da construção desde o inicio do século XX, sofreu um particular incremento desde os anos 50 até 1970 tendo sido proibido a sua utilização a partir de 1999.
Invisível à vista, as fibras de amianto quando inaladas ou ingeridas podem provocar doenças malignas como o Mesotelioma e o Cancro do pulmão e benignas como a Asbestose. As estatísticas demonstram que quanto maior o número de fibras inalados maior é o risco de desenvolver a doença.

Não existe um nível de exposição seguro ao amianto mas a capacidade individual de cada pessoa desempenha um papel muito importante no desenvolvimento da doença.

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Quem está em risco?

As doenças relacionadas com o amianto são uma grande preocupação e matam todos os anos inúmeras pessoas com actividades directamente ligadas a materiais contendo amianto. Hoje em dia é ilegal usar amianto na construção, renovação ou qualquer outra tarefa ligada à construção civil, no entanto existe ainda uma enorme quantidade de materiais contendo amianto em uso neste sector.

As pessoas em risco potencial são as cujo trabalho envolve o perfurar, serrar ou cortar materiais contendo amianto, existindo o risco de inalação de fibras de amianto.
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Materiais que contêm amianto
Isolamentos de tubagens podem conter até 90% de amianto. Materiais ligados onde as fibras de amianto estão consolidadas pelo cimento como o fibrocimento, contêm pequenas quantidades de amianto (10-15%). O Amianto foi usado em inúmeros produtos, sendo os mais comuns:
• Materiais de cimento contendo amianto: tubagens de aquecimento, fibrocimento, tanques de água:
• Discos de travão
• Isolamento de tubagens
• Amianto projectado usado em condutas de aquecimento e tectos.
• Tectos falsos, divisórias
• Isolamento usado como protecção anti-fogo
• Papel de isolamento
• Pavimento vinílico, colas e adesivos.
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Como determinar se o material contem amianto?
A única maneira de confirmar se algo contém amianto é através de um teste laboratorial, devendo-se sempre presumir que sim até prova em contrário. O laboratório MPT com sede nas Caldas da Rainha está certificado para o efeito.

Qualquer edifício em obras de renovação ou até demolição deverá fazer um levantamento para identificar os materiais contendo amianto dando cumprimento ao determinado no Dec. Lei 266 de 24 de Julho de 2007.

Este levantamento do amianto inclui uma inspecção visual de todas as partes acessíveis do edifício retirando amostras de todos os materiais suspeitos de conterem amianto para análise em laboratório certificado para o efeito.
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Como lidar com o material que contem amianto?
O tipo e a condição dos materiais contendo amianto determinarão como deve ser tratado. Se o amianto estiver em boas condições e não for mexido, então será seguro deixá-lo no seu lugar devendo ser periodicamente inspeccionado.

Materiais contendo amianto que estejam deteriorados poderão ser encapsulados ou removidos.

Em qualquer dos casos deverá utilizar empresas qualificadas para o efeito, que deverão notificar o ACT apresentando um plano de trabalho que só após a sua aprovação poderá iniciar os referidos trabalhos.
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O amianto é uma designação genérica dada a várias rochas fibrosas predominantemente constituídas por silicatos. Encontra-se distribuído praticamente por toda a parte. Os principais produtores de amianto, em 1992, foram a Rússia, o Canadá, o Cazaquistão, a China e o Brasil (Fonte: Pigg B.J., 1994).

O amianto aparece em muitas variedades, das quais as principais são o crisótilo, de cor branca, que constitui 95% de todos os amiantos utilizados na indústria, a crocidolite, de cor azul, de maior resistência mecânica, a amosite, de cor cinzenta escura, com maior resistência aos ácidos, a actinolite, antofilite e a tremolite, estas três últimas menos utilizadas.

O crisótilo pertence ao grupo das serpentinas e o seu uso e aplicações estão regulamentados. As outras cinco variedades referidas pertencem ao grupo das anfíbolas, têm características semelhantes e o seu uso, dada a sua perigosidade, está proibido.

O crisótilo possui características excepcionais de absorção e isolamento. Com efeito, a sua fibra é composta por milhares de fibrinhas aglomeradas de uma substância formada de silicato de magnésio. A estrutura das fibras de crisótilo assemelha-se à de um rolo de papel relativamente oco o que aumenta a capacidade de absorção e de isolamento. A extraordinária finura das fibras tem como resultado uma elevada superfície específica que determina grande elasticidade e uma resistência à tracção superior à do aço.

O amianto crisótilo é uma fibra de numerosas utilidades (costumam referir-se 3500 aplicações) com as seguintes propriedades:
- Incombustível

- Resistente a temperaturas elevadas

- Resistente a numerosas substâncias químicas

- Resistente à electricidade

- Resistente à tracção e ao desgaste

- Resistente aos microorganismos

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Higiene e Segurança

Apenas no século XX, para além das questões de produtividade, as condições de trabalho foram levadas em conta. Sendo que na década de 50 foram feitas as primeiras tentativas de integração dos trabalhadores em actividades devidamente adequadas às suas capacidades.Esta evolução traduziu-se numa mudança de mentalidade dos estados, empresas e trabalhadores.Actualmente, existe legislação que permite uma protecção eficaz de quem integra actividades industriais. Esta deve ser sempre entendida como um benefício para as empresas e para os trabalhadores.A Higiene e Segurança no trabalho estão intimamente relacionadas no objectivo de melhorar e garantir boas condições de trabalho nas empresas.Estas são verificadas, segundo a O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) quando se verifica “um estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e enfermidade”.Ambas têm um âmbito definido. A Higiene do Trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico, as doenças profissionais, visando eliminar ou reduzir as condições inseguras de trabalho. A Segurança no trabalho, também de um ponto de vista não médico, propõe-se combater os acidentes de trabalho de uma forma preventiva. Desta forma, ambas são fundamentais para qualquer programa de prevenção de riscos profissionais contribuindo para o aumento da competitividade e diminuição da sinistralidade das empresas.De facto, as condições de trabalho e a produtividade estão ligadas. Os custos relacionados com a assistência médica e indeminizações, a perda de horas de trabalho, as interrupções da produção e os danos materiais, a diminuição do rendimento e consequentes atrasos na execução do trabalho, levam a que as empresas dêem mais importancia às condições de trabalho dos seus trabalhadores.

domingo, 26 de outubro de 2008

Procedimento Selecção de EPI’s

1 – Identificação do Perigo
Qualquer organização que identifique um perigo, deverá proceder de imediato a uma avaliação de riscos, a qual deverá apontar medidas de eliminação do risco ou, se tal não for possível, medidas de controlo dos riscos e de protecção dos trabalhadores, entre as quais poderão figurar técnicas de Protecção Individual;

2 – Risco residual
Quando as medidas de protecção colectiva não se revelam totalmente eficazes, significa que ainda persiste um determinado risco residual, que deverá ser minimizado através da protecção individual;

3 – Selecção do EPI
Deve-se ter atenção o ambiente de trabalho, para apurar as características a que os mesmos equipamentos devem obedecer.

4 – Aquisição do EPI
Faz-se a aquisição do equipamento, verificando-se se as características dos mesmos satisfazem os requisitos da Norma aplicável.

5 – Formação
Deverá obrigatoriamente ser dada formação ao trabalhador antes de se proceder à distribuição do EPI.

6 – Distribuição do EPI
Proceder à distribuição e/ou reposição do EPI ao trabalhador, garantindo o registo do equipamento entregue e a assinatura da declaração de recepção respectiva.

7 – Sinalização
Sinalizar correctamente os locais onde existem riscos que obriguem ao uso de EPI.

8 – Verificação e Controlo
Através de Inspecções formais e informais ao local de trabalho, garantir que o EPI é utilizado, mantido regularmente limpo e armazenado no fim da sua utilização.

9 - Desempenho – Reforço positivo/negativo
A organização poderá estabelecer prémios que incentivem a utilização do EPI, bem como sanções disciplinares para a violação consecutiva do dever de uso de tais equipamentos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ERGONOMIA

ERGONOMIA DO POSTO DE TRABALHO

A ergonomia deriva das palavras gregas Ergon (trabalho) e Nomos (lei ou regras), sendo assim o “estudo do trabalho” .

MELHORA O TEU AMBIENTE DE TRABALHO E APRENDE A CUIDAR DAS TUAS COSTAS
Não te sentes em cadeiras demasiado altas ou que estejam demasiado longe do seu local de trabalho obrigando-te a arquear as suas costas.
Se trabalhas muitas horas no computador, coloca o monitor de forma a que os teus olhos estejam dirigidos para a parte superior do écran, mantendo a cabeça direita.

Encosta-te bem às costas da tua cadeira. Utiliza um rolo de apoio lombar ou uma toalha enrolada. Não te inclines para a frente, nem deixes o teu rabo escorregar na cadeira.

Ajusta o teclado de maneira a que os teus punhos e mãos estejam direitos quando escreves. Certifica-te que os ombros e cotovelos estão relaxados.
Se tiveres dificuldade em manter os punhos e mãos esticadas enquanto escreves, utiliza uma pequena toalha junto ao teclado.
Utiliza uma almofada para o rato do teu computador de forma a diminuir a fricção, aliviando assim o esforça necessário.

Postura
Forma característica de alguém sustentar o seu peso.

Posturas Incorrectas


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dicas para o gestor da segurança


1 – A escolha do EPI deve ser feita após a avaliação de riscos de cada actividade e depois de esgotadas as medidas de protecção colectiva.

2 – O empregador deve informar os trabalhadores dos riscos contra os quais o EPI os visa proteger e assegurar a formação sobre a utilização dos equipamentos de protecção individual. Este cumprimento legal poderá ser concretizado pela realização de acções de sensibilização a todos os trabalhadores sobre esta temática. A informação disponibilizada deve ser sempre adequada ao público-alvo e ser ministrada por pessoa competente.

3 – A entrega e recepção de EPI deve ser sempre alvo de registo documentado (como formato exemplo).
*Legislação aplicável
Decreto-Lei n.º 128/93, de 22 de Abril
Decreto-Lei n.º 348/93, de 1 de Outubro
Portaria n.º 988/93, de 6 de Outubro
Portaria n.º 1131/93, de 4 de Novembro
Portaria n.º 109/96, de 10 de Abril
Portaria n.º 695/97, de 19 de Agosto
Despacho 13 495/2005, de 25 de Maio

Doença de Alzheimer

O que é a doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro (morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro), progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.
Os doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados.
É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
Qual é a causa da doença de Alzheimer?
A causa da doença de Alzheimer ainda não está determinada.
No entanto, é aceite pela comunidade científica que se trata de uma doença geneticamente determinada, embora não seja necessariamente hereditária. Isto é, não implica que se transmita entre familiares, nomeadamente de pais para filhos.
Como se faz o diagnóstico?
Não há nenhum exame que permita diagnosticar, de modo inquestionável, a doença. A única forma de o fazer é examinando o tecido cerebral obtido por uma biopsia ou necrópsia.
Assim, o diagnóstico da doença de Alzheimer faz-se pela exclusão de outras causas de demência, pela análise do historial do paciente, por análises ao sangue, tomografia ou ressonância, entre outros exames.
Existem também alguns marcadores, identificados a partir de exame ao sangue, cujos resultados podem indicar probabilidades de o paciente vir a ter a doença de Alzheimer.
Quais são os sintomas da doença de Alzheimer?
Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.
Qual é o tratamento adequado?
A doença de Alzheimer não tem cura e, no seu tratamento, há que atender a duas variáveis:
Ao tratamento dos aspectos comportamentais. Nesta vertente, além da medicação, convém também contar com orientação de diferentes profissionais de saúde;
Ao tratamento dos desequilíbrios químicos que ocorrem no cérebro. Há medicação que ajuda a corrigir esses desequilíbrios e que é mais eficaz na fase inicial da doença, mas, infelizmente, tem efeito temporário. Por enquanto, não há ainda medicação que impeça a doença de continuar a progredir.
Dez sinais de alerta ou sintomas comuns da doença.
1. Perda de memória
É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde.
Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.
2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas
As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição.
O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.
3. Problemas de linguagem
Toda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa.
Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.
4. Perda da noção do tempo e desorientação
É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos.
Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.
5. Discernimento fraco ou diminuído
As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos.
Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.
6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto
Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos.
Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.
7. Trocar o lugar das coisas
Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves.
Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.
8. Alterações de humor ou comportamento
Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando.
Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.
9. Alterações na personalidade
A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade.
Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.
10. Perda de iniciativa
É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa.
Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.
Como se comunica com o doente de Alzheimer?
É normal o doente não encontrar as palavras que precisa para se expressar ou não compreender os termos que ouve.
Como deve reagir:
Esteja próximo e olhe bem para o seu doente, olhos nos olhos, quando conversam;
Permaneça calmo e quieto. Fale clara e pausadamente, num tom de voz nem demasiado alto nem demasiado baixo;
Evite ruídos (rádio, televisão ou conversas próximas);
Se for possível, segure na mão do doente ou ponha a sua mão no ombro dele. Demonstre-lhe carinho e apoio.
Em todas as fases da doença, é necessário manter uma atitude carinhosa e tranquilizadora, mesmo quando o doente parece não reagir às nossas tentativas de comunicação e às nossas expressões de afecto.
Lembre-se, também, que é preciso verificar se a pessoa doente tem problemas de visão, audiçãoou outros problemas de saúde, designadamente de saúde oral, necessidade de usar óculos ou de ajustamento das próteses dentárias ou auditivas.
Vaguear, deambular e andar sem rumo é um perigo. O que fazer para o minimizar?
Andar sem saber para onde e com que objectivo é característico dos doentes de Alzheimer, a partir de uma determinada fase. E é um perigo enorme.
Eis algumas sugestões para minimizar esse perigo:
O doente deve trazer sempre algo que o identifique, por exemplo, uma pulseira com o nome, morada e telefone;
Previna os vizinhos e comerciantes próximos do estado do doente. Estes podem ajudá-lo em qualquer momento caso se perca e peça informações;
Em casa, feche as portas de saída para a rua, para evitar que o doente vá para o exterior sem que dê por isso;
Tenha uma fotografia actualizada do doente, para o caso deste se perder e precisar de pedir informações;
Se o doente quiser sair de casa, não deve impedi-lo de o fazer. É preferível acompanhá-lo ou vigiá-lo à distância e, depois, distraí-lo e convencê-lo a voltar a casa;
Pode ser necessário pedir aconselhamento ao médico assistente.
O que fazer quando o doente persiste em conduzir?
Esteja preparado. No período inicial o doente vai tentar conduzir e, provavelmente, entrar em todos os carros de cor parecida com o dele.
Fale calmamente com o doente, lembrando-lhe que pode surgir algo de inesperado e que os seus reflexos talvez não ajudem. Sublinhe que o doente se sentiria muito infeliz se fosse culpado de um acidente;
Se não resultar, não deixe as chaves do carro num local acessível e que escape ao seu controlo. Esconda as chaves do carro (perderam-se) ou simule uma avaria;
Tente convencer a pessoa a utilizar os transportes públicos.
Como ajudar a manter a higiene do doente?
É normal o doente deixar de reconhecer a necessidade de tomar banho, de lavar os dentes, etc. Em suma, recusar cuidar da sua higiene pessoal e da sua higiene oral.
Não faça disso um “bicho de sete cabeças”. Se for possível, aguarde um pouco, pode ser que mude de disposição;
Simplifique a tarefa: tenha sempre em ordem e à mão as coisas que são necessárias, como sabão, sabonete ou espuma, toalhas, etc.;
Se o banho é de imersão, verifique a temperatura da água;
Instale pegas e tapetes que evitem escorregar dentro e fora da banheira. Há bancos e cadeiras adaptáveis à banheira, assim como outros dispositivos de apoio e ajuda que podem ser muito úteis;
Se o doente preferir tomar duche, deixe-o. O melhor é procurar manter a rotina a que a pessoa estava habituada;
Se o doente recusar mesmo tomar banho, então tente a lavagem parcial;
Aplique, se possível, cremes ou pomadas adequadas para evitar escaras.
Como ajudar o doente a vestir-se?
A certa altura o doente vai ficar embaraçado sobre o que vestir ou, eventualmente, recusar-se a vestir.
Para o ajudar:
Simplifique o mais possível a roupa a usar;
Evite laços, botões, fechos de correr (substitua-os por velcro), sapatos com atacadores, etc.;
Prepare as peças de roupa pela ordem que devem ser vestidas;
Procure que a pessoa se conserve bem vestida e elogie o seu bom aspecto;
Enquanto o doente tiver autonomia, deixe-o actuar conforme ainda pode.
Como ajudar o doente a alimentar-se?
Sente o doente com o tronco bem direito e a cabeça firme;
Se necessário, ponha-lhe um grande guardanapo só para comer;
Não tagarele com o doente durante a refeição;
Aguarde que a boca esteja vazia para fazer alguma pergunta;
Dê-lhe tempo para comer tranquilamente e não o contrarie se ele quiser comer à mão;
Dê-lhe bocados pequenos de alimentos sólidos; por vezes, o doente poderá preferir alimentos passados ou batidos;
Faça-o mastigar bem e assegure-se de que a boca permanece fechada durante a mastigação e a deglutição. Verifique se há restos de alimentos na boca;
Pouse-lhe a chávena ou o copo, depois de cada gole, fazendo uma pausa. Note que dar-lhe de beber é muitas vezes difícil;
Deixe-o deglutir uma segunda vez, se alguns alimentos ainda estiverem na boca;
Lave-lhe cuidadosamente a boca depois de cada refeição para evitar que restos de alimentos passem para os pulmões. Com uma gaze húmida, limpe-lhe o interior das faces. Use uma pasta dentífrica infantil;
Deixe o doente sentado durante 20 minutos após a refeição.
O que fazer quando o doente se mostra agressivo?
Em certas fases da doença é normal que o doente se torne agressivo. Sente-se incapaz de realizar tarefas simples (vestir-se, lavar-se, alimentar-se), reconhece que está a perder a independência, a autonomia e a privacidade, o que é muito frustrante.
A agressividade pode manifestar-se de diversas formas, tais como ameaças verbais, destruição de objectos que estejam próximos ou mesmo violência física.
Como deve reagir:
Se possível, procure compreender o que originou a reacção agressiva. Não deve partir do princípio que o doente o quer agredir ou ofender pessoalmente;
Evite discutir, ralhar ou fazer qualquer coisa que se assemelhe a um castigo. Não force contactos físicos e deixe-lhe bastante espaço livre;
Procure manter-se calmo, não manifeste ansiedade, medo ou susto. Fale calma e tranquilamente e procure desviar a atenção do doente para qualquer outra coisa.
Não tente lidar com tudo sozinho. Pode deprimir-se ou esgotar-se. Procure ajuda e aconselhamento médico se não conseguir lidar com a situação.
Como prevenir que surjam crises de agressividade?
Não seja demasiado exigente com a rotina diária do doente;
Deixe que o doente faça o que ainda lhe é possível fazer, ao seu ritmo, sem pressas e sem exigir a perfeição;
Não critique, antes pelo contrário, elogie (mas não exagere);
Ajude, mas de forma a não parecer estar a dar ordens;
Procure que o doente faça actividades que lhe interessem;
Assegure-se de que o doente faz exercício físico suficiente;
Esteja atento a sinais que possam indiciar crise iminente e procure distrair a atenção do doente.
Ao cuidador
É extremamente difícil cuidar de um doente de Alzheimer. Tem de acompanhar o doente ao longo do tempo, viver um dia-a-dia que se torna progressivamente mais difícil e experimentar sentimentos diversos, muitos deles negativos.
É normal que sinta tristeza pela sensação de que a pouco e pouco vai perdendo alguém que lhe é muito querido.
Sentirá também frustração, pois tem a consciência de que todos os seus cuidados, atenção e carinho não impedem a progressão da doença.
Vai sentir culpa, pela falta de paciência que por vezes tem, pelo sentimento de revolta em relação ao próprio doente, pela situação que vive e por poder admitir a hipótese de procurar um lar.
Poderá também sentir solidão, pelo afastamento gradual da família e dos amigos, pela impossibilidade de deixar o doente, pela falta de convívio.
Todos esses sentimentos negativos não significam que não seja um bom prestador de cuidados e de apoio. São apenas reacções humanas! Pelo que, para seu bem e para o bem do seu doente:
Não se recrimine demasiado;
Cuide de si e vigie a sua saúde;
Sensibilize os seus familiares para o ajudarem. Esclareça-os sobre a doença e sobre o modo como podem colaborar consigo;
Conheça os seus limites e tente encontrar auxílio;
Lembre-se que a sua presença, a sua ternura, o seu amor são indispensáveis, quer mantenha o doente em casa quer tenha de recorrer a internamento numa instituição.

UC3 – DR2 - Reflexão e critica

Áreas do Saber: Sociologia; Psicologia; Filosofia; Direito; Economia.

REFLEXÃO
1
Reflexão pessoal baseada numa experiencia profissional.

2
Cultura de Rigor
Pessoalmente considero a cultura de rigor a exigência do sentido de responsabilidade. É ser organizada, eficiente e produtiva nos objectivos a cumprir primando pela qualidade em cada peça, é ser pontual e assídua, é ter um ambição sadia, ser pró-activa, é o desenvolvimento intelectual de uma exposição rigorosa de acontecimentos adquiridos ao longo de uma vivencia pessoal e profissional.
3
Numa Sociedade competitiva a cultura de rigor no desempenho profissional é a exigência, por excelência preceituando por:
Qualidade;
Competitividade sadia;
Eficiência;
Organização;
Estabilidade e coesão contribuindo para a eficácia profissional;
Performance profissional e de equipa;
Inovação e criatividade através da acção;
Diferenciação;
Rigor no elevado sentido de responsabilidade;
Avaliação de riscos;
Compromisso;
Resultados nos compromissos assumidos;
Atitude Positiva com que se encara os desafios;
Paixão na entrega aos projectos que se desenvolve;
Experiência pelo Know How acumulado ao longo dos anos;
Concretização de objectivos;
Pro-actividade;
Liderança;
Tecnologias de Informação.
Todos estes conceitos são direccionados às necessidades dos profissionais proporcionando estabilidade e formação que gerem "remédios" físicos, psicológicos e emocionais compatíveis com exigências de qualidade originando assim riqueza para ambas as partes interessadas, empresa e profissional / colaborador. São a referência na área da concepção, produção e organização na motivação, e incentivos, acrescentando valor ao capital humano criando um ambiente de trabalho mais motivador potenciando maiores níveis de produtividade e melhores resultados.
Por vivermos numa sociedade em constante evolução, e por consequência, competitiva, verifica-se uma partilha de ideias à escala global o que por vezes a implantação de cultura de rigor não se aplica. Tem que existir uma equipa coesa e com um trabalho bem organizado.
A aprendizagem tem que ser continua à experiencia sendo esta um factor decisivo para que haja uma cultura de rigor.
4
Cultura de rigor do desempenho profissional, como uma nova atitude de civismo apurado.
É uma equipa com elevado sentido de responsabilidade e profissionalismo sempre com um inquestionável respeito entre todos os indivíduos com atitudes e comportamentos que no dia-a-dia manifestam na defesa de valores e práticas assumidas como fundamentais para uma vida colectiva de modo a preservar a sua harmonia e melhorar o bem estar de todos.

OUTUBRO DE 2 0 0 8 - Magda Luísa Fonseca

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

CT42 e CT46

CT46 – Segurança Contra Incêndios
A CT46 foi reactivada em 5 de Novembro de 1992, quando existiam publicadas pelo IPQ 15 Normas Portuguesas (NP), 12 das quais harmonizadas de Normas Europeias (EN).
Desde esta data a CT46 tem acompanhado o ritmo de produção dos Comités Técnicos (CT) do CEN, produzindo 45 NP.
Uma das responsabilidades deste ONS é a representação, através dos seus vogais, em reuniões dos diversos Comités Técnicos do CEN, o que tem acontecido na área dos sistemas e das viaturas de combate a incêndios. Promoveu a realização em Portugal
CT42 – Segurança e Saúde do Trabalhador
A CT42 foi reactivada em 1 de Junho de 1995; relativamente à documentação a situação era a
seguinte:
21 Normas Portuguesas publicadas pelo IPQ
80 Normas Europeias (EN) em vigor
59 Projectos de normas europeias já em fase de inquérito nos respectivos secretariados
Desde aquela data produziram-se 103 NP.
A CT42, abrange um campo muito vasto, desde os equipamentos de protecção individual (definições, requisitos, ensaios, marcação, etc) à exposição nos locais de trabalho (técnica de colheita de análise de agentes químicos, valores limite de exposição), às várias vertentes da ergonomia e aos sistemas de gestão de Segurança e Saúde do Trabalho.

From where we follow?

www.portugal.gov.pt

Iniciativa Emprego 2009 - Proposta de Lei

Iniciativa para o Investimento e o Emprego

Iniciativa para o Investimento e o Emprego, medidas específicas de apoio ao Emprego: MEDIDAS ESPECÍFICAS

Iniciativa para o Investimento e o Emprego: medidas específicas de apoio ao Emprego

Iniciativa para o Investimento e o Emprego

Lei que cria o programa orçamental Iniciativa para o Investimento e o Emprego, Lei n.º 10/2009

Ambiente Online

Responsabilidade Social das Organizações: Perspectivas de Invest

Resumo
Numa sociedade cada vez mais globalizada, turbulenta e deesequilibrada, o tema da responsabilidade social das organizações veio para ficar! Contudo, deve ser desmistificado, porquanto:
• Não é uma moda mas um novo paradigma de gestão;
• Não é um “negócio” de alguns mas uma prática organizacional coerente e continuada, de compromisso com a Sociedade;
• Não é uma acção de comunicação para maquilhagem de más práticas mas sim uma estratégia holística e sustentável;
• É simples e está ao alcance de qualquer organização; contudo, pode exigir reestruturações e mudança de mentalidades.

De: MiguelSeabra e Jorge Rodrigues
(edições pedago)

Nota pessoal:
Li, (na transversal), e retirei bastante informação da qual a minha perspectiva não se tinha debruçado. Exponho aqui por achar que não nos ocupa espaço dar uma vista de olhos sobre o tema.
É um livro "caro" por isso li na fnac.
Magda Fonseca

REVISTA SEGURANÇA

Informação

Informação
Revista Segurança e Meio Ambiente

Melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho

LibriVox: free audiobooks

Declarações Electrónicas

Declarações Electrónicas
DGCI

simplex 2009

o simplex 2009

"As medidas de simplificação administrativa partem da análise dos processos de um dado serviço público e têm como objectivo modificá-los com vista à redução dos encargos administrativos para os cidadãos e para as empresas. Neste contexto, o procedimento de consulta pública com recurso à internet apresenta-se como sendo o mecanismo mais adequado à prossecução desta finalidade, no quadro de valorização da cidadania, promoção da participação democrática, transparência e responsabilização preconizado pelo XVII Governo Constitucional no Programa Legislar Melhor. Assim pelo terceiro ano consecutivo, foi adoptado pelo Governo o processo de consulta pública, no âmbito da preparação do Programa Simplex 2009. "